terça-feira, 30 de março de 2010

" MORTE TECIDUAL DEVIDO Á FALÊNCIA MUSCULAR"

A diminuição da quantidade de sangue ou a sua não chegada aos tecidos pode provocar a morte destes. Nesse caso, o processo de irreversibilidade da vitalidade tecidual é denominado de infarto.
Os infartos podem ser do tipo branco ou isquêmico, no qual ocorre tumefação e palidez local. O infarto isquêmico é comum no tecido cardíaco (por exemplo, infarto do miocárdio). Há ainda o infarto vermelho ou hemorrágico, caracterizado pela permanência do sangue do local no momento da obstrução arterial. Pode ainda ocorrer oclusão de veias, ocasionando também a permanência de sangue no local. Esse tipo é comum em tecidos frouxos (por exemplo, o pulmão), onde o extravasamento sangüíneo é facilitado.
Os fatores condicionantes ao infarto compreendem aqueles que predispõem ao estabelecimento da isquemia. Assim, o estado geral do sistema cardiovascular, a anatomia da rede vascular (circulação dupla ou paralela, obstrução parcial e/ou venosa da circulação única, circulação colateral) e a vulnerabilidade do tecido a isquemia (por exemplo, o tecido nervoso e o cardíaco) são alguns exemplos desses fatores.

quinta-feira, 18 de março de 2010

PIGMENTAÇÃO EXÓGENA

Pigmentação por pigmentos de oriem externa do corpo



A pigmentação exógena pode ser dividida nos seguintes tipos:



ANTRACOSE: pigmentação por sais de carbono. Comum sua passagem pelas vias aéreas, chegando aos alvéolos pulmonares e ao linfonodos regionais por intermédio da fagocitose do pigmento. A antracose em si não gera grandes problemas, mas sua evolução pode originar disfunções pulmonares graves, principalmente em profissionais que constantemente entram em contato com a poeira de carvão. Cor: varia do amarelo-escuro ao negro.
SIDEROSE: pigmentação por óxido de ferro. Cor: ferrugem.
ARGIRIA: pigmentação por sais de prata. Geralmente é oriunda por contaminação sistêmica por medicação, manifestando-se principalmente na pele e na mucosa bucal. Cor: acinzentada a azul-escuro e enegrecida se a prata sofrer redução.
BISMUTO: Atualmente é rara de ser vista, sendo comum na terapia para sífilis. Cor: enegrecida.



________________________________________________________________



TATUAGEM: feita por sais de enxofre, mercúrio, ferro e outros corantes. A fagocitose, feita por macrófagos, desses pigmentos pode provocar a transferência destes para linfonodos regionais. Cor: varia conforme o tipo de pigmento presente.
SATURNISMO: contaminação por sais de chumbo. Cor: azulada ou negra, dependendo da profundidade do tecido onde se encontra. Na gengiva, a contaminação por sais de chumbo ou bismuto produz uma coloração negra denominada de LINHA DE BURTON.
TATUAGEM POR AMÁLGAMA: áreas de coloração azulada na mucosa bucal decorrente da introdução de partículas de amálgama na mucosa; essa introdução pode ser devida a lesão na mucosa no local da restauração no momento de inclusão do amálgama na cavidade.

domingo, 14 de março de 2010

REGENERAÇÃO


A regeneração promove a restituiçaõ da integridade anatômica e funcional do tecido. Todo o procedimento regenerativo se realiza em tecidos onde existem células estáveis, isto é, células que detêm a capacidade de se regenerar através de toda a vida extra-uterina (por exemplo, células epiteliais do tecido hematopoiético) por intermédio da multiplicação e organização dessas células origina-se um tecido idêntico ao original. Além dessa condição a restituição completa só ocorre se existir um suporte, um local comprometido. Esse tecido é o responsável pela manutenção da irrigação e nutrição do local, fatores essenciais para o desenvolvimento da regeneração dentro dos padrões normais.

quinta-feira, 11 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

EDEMA


Do grego OÍDEMA = inchaço ou tumefação, edema é o acúmulo de líquido no interstício ou em cavidades do organismo. O edema pode ser localizado ou sistêmico e, de acordo com sua posição, transudato ou exsudato.



  • Transudato: é um líquido com baixo conteúdo de proteína e com densidade menor ou igual a 1020 g/ml. A existência de um transudato indica que a permeabilidade vascular continua reservada, permitindo a passagem da água, mas não de macromoléculas de proteinas, o transudato é um liquido claro e seroso.

  • Exsudato: é um liquido rico em proteinas e com densidade maior de 1020g/ml. A existência do exsudato é sinal de processo inflamatório, em que há liberação de mediadores químicos que aumentam a permeabilidade vascular permitindo não só a saída de água, mas também as macromoléculas. O exsudato macrospicamente é um liquido turvo e devido ao conteúdo de fibrinogênio, pode mostrar precipitao de proteinas (coágulos transparentes), quando o edema é generalizado, fala-se em ANASARCA.

O EDEMA SE FORMA PELOS SEGUINTES MECANISMOS:



  1. aumento da pressão hidrostática intravascular;

  2. alterações da pressão oncótica;

  3. aumento da permeabilidade capilar; com saida de liquidos no organismo;

  4. obstrução da drenagem linfática.

MAL DE ALZHEIMER


Conforme o Alzheimer avança, os neurônios morrem, levando embora datas, nomes, rostos e lembranças. É como se as luzes de uma cidade fossem se apagando gradativamente até a escuridão total. No último estágio da doença, a pessoa tem comprometidas até mesmo as suas funções fisiológicas mais básicas.

O tempo de evolução da doença de Alzheimer é bastante variável - de 3 a 25 anos - e compreende três etapas bem definidas. A maior ou menor sobrevida do doente depende de estímulos e cuidados recebidos em cada uma das fases da doença.


ESTÁGIOS DA DOENÇA:



  • ESTÁGIO LEVE - O doente é acometido por confusões de memória. Esse quadro tende a ser confundido com os esquecimentos típicos do processo natural de envelhecimento. No Alzheimer, no entanto, a perda de memória interfere nas atividades cotidianas - como esquecer os cuidados com a própria higiene.

  • ESTÁGIO MODERADO - Essa fase da doença é caracterizada pelas alterações de comportamento - crises de agressividade, depressão, ansiedade, alucinações, delírios e idéias de perseguição. O doente sofre também de desorientação espacial. Se sair de casa sozinho, por exemplo, talvez se perca porque esqueceu o caminho de volta. No dia-a-dia, ele pode precisar de ajuda para se alimentar, tomar banho, vestir-se e ir ao banheiro. A comunicação dá sinais de comprometimento - palavras soltas e frases incompletas. Alguns doentes não reconhecem mais parentes e amigos.

  • ESTÁGIO SEVERO - O doente está alienado do mundo e de si próprio. Não fala nem se movimenta mais. Perde o controle das funções da bexiga e do intestino e apresenta dificuldade de deglutição. Necessita de supervisão 24 horas por dia. Sem estímulos adequados e cuidados fisioterápicos, o paciente não sustenta mais a cabeça e começa a se curvar. Há casos de doentes que morrem em posição fetal.



terça-feira, 9 de março de 2010

REPARO


Quando uma célula sofre agressão focal, as organelas inviáveis podem ser isoladas num vacúolo limitado por membrana digeridas e eliminadas enquanto as partes perdidas são reconstituidas voltando a célula à sua estrutura normal.

Quando em vez de atingir focalmente as células no seu citoplasma, a lesão causa a perda de muitas células, o reparo é mais complexo e pode assumir uma das duas possibilidades:



  • Se as células parenquimatosas morrem, mas o estroma permanece íntegro, o reparo se faz a partir de células do mesmo tipo das que se perderam, voltando órgão à sua estrutura normal (regeneração);

  • Se o estroma é destruido, o reparo se faz fundamentalmente às custas do tecido conjuntivo (cicatrização).

segunda-feira, 8 de março de 2010

EMBOLIA

" Presença de substância estranha no sangue caminhando na circulação, levando à oclusão parcial ou completa da luz do vaso em algum ponto do sistema circulatório".

A substância estranha referida no conceito é denominada de êmbolo. Segundo Cotran et al. (1996), 99% dos êmbolos são originários de trombos. Podem ser de constituição sólida, líquida ou gasosa:

Vemos aqui um quadro de tromboembolia pulmonar, em que é evidente o êmbolo (E) próximo, mas não aderido, à parede de uma artéria (P). Adjacente a essa parede, nota-se um faixa de hemorragia (H) e, no parênquima pulmonar, vasos sangüíneos congestos (HE, 40X).
Detalhe da figura anterior, em que se observa a constituição do êmbolo (E), em que há predominantemente hemáceas bem aderidas, e da hemorragia (H), também composta de hemáceas, mas sem tanta coesão entre elas (HE, 100X).
1. Sólida: compreende trombos (nesse caso, o processo é chamado de tromboembolia), segmentos de placa de ateroma, parasitas e bactérias, corpos estranhos (por exemplo, projétil de arma de fogo), restos de tecidos (por exemplo, de placenta durante a gestação), células neoplásicas etc. O êmbolo se distingue do trombo por não estar aderido à parede do vaso e por não assumir a anatomia da luz vascular, como acontece com o trombo. Os êmbolos sólidos podem levar a morte súbita, infarto ou hemorragia.
2. Líqüidas: os êmbolos líquidos estão principalmente sob a forma de gorduras; pacientes com extensas queimaduras corpóreas ou fraturas generalizadas, principalmente dos ossos longos, podem promover a circulação de glóbulos gordurosos, os quais se deslocam da medula óssea e do tecido adiposo. A embolia gordurosa pode causar morte rápida, devido à sua alta capacidade de penetração em arteríolas e capilares, obstruindo a microcirculação. Um outro tipo de embolia líqüida, agora bem mais raro, é a infusão de líquido amniótico na circulação durante ou pós-parto.
3. Gasosa: o êmbolo gasoso pode ser de origem venosa (por exemplo, entrada de ar nas veias durante ato cirúrgico ou exames angiográficos) ou arterial (por exemplo, durante o parto ou aborto, em que há grande contração do útero e rompimento de vasos).


A embolia pode originar isquemias — devido a obstrução dos vasos — ou infartos, conseqüência da isquemia.

http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartecir4.htm

terça-feira, 2 de março de 2010

EMBOLIA


Êmbolo é uma massa intravascular sólida, líquida ou gasosa destacada que é levada pelo sangue para um local distante do seu ponto de origem.



EMBOLIA SISTÊMICA

Este termo refere-se a êmbolos que permeiam a circulação arterial. Seja qual for a cardiopatia de base, as arritmias com fibrilação atrial aumentam o risco de embolia.

Ao contrário dos êmbolos venosos, os êmbolos arteriais seguem um caminho muito mais variado, mas quase sempre causam infarto.

Os êmbolos da endocardite infecciosa causados por orgnismos virulentos produzem infartos sépticos que rapidamente podem ser transformados em grandes abcessos. Por outro lado, o êmbolo bem menor que oclua a artéria cerebral média podem levar a morte dentro de alguns dias ou até mesmo horas. A oclusão embólica da artéria femural é desastrosa na medida em que causa infarto (gangrena), da extremidade inferior, mais não necessariamente constitui ela uma ameaça a vida.

TROMBOSE



A formação de uma massa coagulada de sangue dentro do sistema cardiovascular não interrompido é chamada TROMBOSE e a própria massa TROMBO.
O trombo deve ser diferenciado de um coágulo de sangue. Ele é formado por um processo complexo envolvendo a interação da parede dos vasos sanguíneos, elementos constituintes do sangue, notadamente de plaquetas e coagulantes plasmáticos que constituem o sistema sanguíneo de coagulação.
FLEBOTROMBOSE E TROMBOFLEBITE
São duas designações para uma única entidade causada pela formação de trombo nas veias. A trombose dentro de uma veia inevitavelmente leva a alterações inflamatórias dentro da parede da veia, daí o sinônimo TROMBOFLEBITE.
Os fatores que predispõem à tombose venosa e as situações vale a pena relatar que fatores como:
  • Insuficiência cardíaca,(associada a retorno venoso);
  • Neoplasia ;
  • Gravidez ;
  • Estado pós-operatório e repouso ou imopbilização prolongada no leito são situações clínicas mais importantes predisposto trombose venosa.

SINAIS E SINTOMAS

As manifestações locais consistem em:

  • Edema distal à veia ocluída;
  • Cianose e dilatação das veias superficiais;
  • Algumas vezes ocorrem calor local, sensibilidade,rubor,edema e dor.

Todavia até mesmo esses sinais podem estar ausentes, pois quando o paciente está acamado e a perna permanece elevada, o edema e a congestão podem ser mínimos ou totalmente ausentes. Não raro, a primeira manifestação da tromboflebite é o desenvolvimento de um episódio embólico.Em verdade, a embolia pulmonar é um dos problemas clínicos mais comuns, sobretudo em pacientes hospitalizados.